sábado, 26 de junho de 2010

Poeticagem://

Boa noite
(ou mais um poema perdido)

Devaneios de um sono
sofrido e forçado.
Sonhos e sons atormentam
o olfato, o paladar e o tato.
Peregrinação vã pelas ruas
transforma descanso em tortura,
queimando neurônio e gordura,
seco os sentidos.

Ouço ruídos,
vejo assobios e gemidos.
Sinto um sorriso áspero e ambíguo.
Penso em você e pronto...

Mais um poema perdido.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Audicto:// Ogum Xangô (1975)


Pela primeira vez repetirei um artista aqui no blog, um não, dois. Gilberto Gil e Jorge Ben com o disco Ogum Xangô. Lançado em 1975, no auge da carreira dos dois artistas, o que se espera é um sucesso atrás do outro num dos discos mais bem sucedidos da história da música brasileira. Mas na verdade não é bem isso o que ouvimos, o disco é totalmente anti-radiofônico. Tem apenas nove faixas e mesmo assim extrapola os 74 minutos, por isso na época foi lançado em LP duplo. Gil e Jorge começam o disco pedindo a benção ao "...Glorioso São Cristóvam..." e no fim do disco evocam vários orixás a comparecer ao Carnaval baiano em Filhos de Gandhi. O disco que tinha tudo para ser bem simples, já que é composto apenas por violão, baixo e percussão, se torna bem complexo nas mãos dos gênios. O hit Taj Mahal, por exemplo, ganha uma versão com mais de catorze minutos, e a cada canção percebemos os caras entrando em transe sem conseguir terminar as músicas. Aprecie sem moderação e perceba que "...Quem procura acha na raiz de Jurubeba, tudo que é de bom pro Figueiredo e que se beba..."

Ficha técnica:

Disco: Ogum Xangô
Ano: 1975
De quem é: Gilberto Gil e Jorge Ben
De onde são: Rio de Janeiro/Salvador - Brasil

1 - Meu glorioso São Cristóvam
2 - Nega Babe
3 - Jurubeba
4 - Quem mandou?
5 - Taj Mahal
6 - Morre o burro, fica o homem.
7 - Essa é pra tocar no rádio
8 - Filhos de Gandhi
9 - Sarro

Link para download:
http://www.4shared.com/file/J4BQoT2o/1975_-_Gil__Jorge_-__Ogum__Xan.html

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Audicto:// Amigo do tempo (2010)



Finalmente saiu do forno um dos discos mais esperados, pelo menos por mim, dos últimos anos. Amigo do tempo, terceiro disco dos pernambucanos da Mombojó. E o disco está bem calmo, característica que vai se acentuando a cada trabalho lançado por eles. Na faixa Casa caiada, Felipe S. reflete: "...penso no passado e já posso afirmar, casa caiada não sou mais quem fui..." e isso realmente fica bem nítido. Outra coisa que fica bem clara é a evolução musical dos meninos, Marcelo Machado está arrebentando na guitarra e Chiquinho está cada vez mais genial em suas inserções sonoras no teclado. Pra melhorar a situação, o disco conta com a produção de Pupilo, baterista da Nação Zumbi, e bebe mais do que nunca na fonte do Stereolab, que é de longe a maior influência musical dos Mombojovens. Aprecie sem moderação e reflita: "...Esquece o impossível, desperte o infinito em seu olhar..."

Ficha técnica:

Disco: Amigo do tempo
Ano: 2010
De quem é: Mombojó
Quem são: Felipe S. (voz e guitarra), Marcelo Machado (guitarra), Samuel (baixo), Chiquinho (teclado) e Vicente Machado (bateria)
De onde são: Recife - Pernambuco - Brasil
Lembra: Stereolab

1 - Entre a união e a saudade
2 - Antimonotonia
3 - Passarinho colorido
4 - Justamente
5 - Qualquer conclusão
6 - Praia da solidão
7 - Casa caiada
8 - Aumenta o volume
9 - Triste demais
10 - Amigo do tempo
11 - Papapa

Link para download:
http://www.4shared.com/file/uL649L1A/Momboj_-_2010_-_Amigo_do_tempo.html

domingo, 30 de maio de 2010

Audicto:// Di Melo (1975)


Mais uma raridade aqui no blog, Di Melo, primeiro e único disco desse cantor e compositor pernambucano muito injustiçado pela música brasileira. Considerado um dos pioneiros do soul no Brasil, Di Melo é desconhecido do grande público, e ao ouvir esse disco você se pergunta como e porque. Em Aceito tudo Di Melo relata: "...cresci sem nada conhecer e com muito trabalho aprendi a ler..." só pra exemplificar a dificuldade que foi a vida desse artista. Com músicas dançantes que se encaixariam em qualquer boa noitada, e outras um pouco mais densas, esse disco tem todos os arranjos assinados simplesmente pelo mestre Hermeto Pascoal. A vida em seus métodos diz calma, com o refrão "...calma calma calma calma calma...", é uma música que você provavelmente já ouviu em alguma situação sem ter ideia de quem gravou. Agora você já sabe! Aprecie sem moderação e reflita: "...só minha sombra me acompanha aonde quer que eu vá..."

Ficha técnica:

Disco: Di Melo
Ano: 1975
De quem é: Di Melo
De onde é: Pernambuco - Brasil

01 - Xilariô
02 - A vida em seus métodos diz calma
03 - Aceito tudo
04 - Conformópolis
05 - Má-lida
06 - Sementes
07 - Pernalonga
08 - Minha estrela
09 - Se o mundo acabasse em mel
10 - Alma gêmea
11 - João
12 - Indecisão

Link para download:
http://www.4shared.com/file/1-2Edbxm/1975_-_Di_Melo.html

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Audicto:// Samba esquema novo (1963)


Dizem que o primeiro disco do artista é sempre o melhor, no caso de um artista que tem uma obra muito vasta, fica difícil de confirmar essa premissa. Mas quando ouvimos Samba esquema novo, primeiro disco de Jorge Ben a gente pensa que isso realmente pode ser uma realidade. É claro que o mestre Ben tem discos sensacionais como A tábua de esmeralda e África Brasil só pra citar dois exemplos, mas ao ouvir esse disco, percebemos a real essência do trabalho desse devoto de São Jorge. Com a proposta de um samba realmente novo pra época, Jorge Ben criou um novo estilo, mais rápido, mais dançante, e hoje conhecido como Samba rock. O disco conta com pérolas que embalam pistas de dança até hoje como Balança pema e Chove chuva, que tem que estar incluída em qualquer coletânea do músico tijucano, e a versão desse primeiro disco é a melhor já gravada por ele dessa música. Na primeira faixa do disco, o clássico Mais que nada, Jorge já avisa: "...sai da minha frente que eu quero passar, pois o samba está animado..." saíram da frente, ele passou e continua animado até hoje. As músicas são tão curtinhas que o disco acaba e você mal percebe, e quando se dá conta, fica com uma puta vontade de ouvir todo o repertório de Jorge Ben. Vou ter que me segurar pra não postar apenas discos dele a partir de agora. Aprecie sem moderação e perceba que "...se você gosta de samba, você vai ter que balançar.."

Ficha técnica:

Disco: Samba esquema novo
Ano: 1963
De quem é: Jorge Ben
De onde é: Rio de Janeiro - Brasil

01 - Mas que nada
02 - Tim dom dom
03 - Balança pema
04 - Vem morena, vem
05 - Chove chuva
06 - É só sambar
07 - Rosa, menina rosa
08 - Quero esquecer você
09 - Uala ualala
10 - A tamba
11 - Por causa de você, menina

Link para download:
http://www.4shared.com/file/1Fj89xh7/Jorge_Ben_-_1963_-__Samba_Esqu.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Poeticagem://

Ser Latino

Sou um amante latino
latindo em teu ouvido
e criado por ti.
Sou um pedaço de terra invadido
delineado estrategicamente
e explorado até hoje.
Sou fruto do vosso ventre (Jesus)
fruto da tua exploração
criador e criatura.
Caricatura do ser primitivo
moreno e primitivo
sedutor e primitivo
promíscuo e primitivo.


terça-feira, 27 de abril de 2010

Audicto:// Mafaro (2010)


Vou postar aqui mais um disco lançado nesse ano de 2010 em terras brasileiras, Mafaro, terceiro disco solo do André Abujamra, ex-integrante das bandas Karnak e Os mulheres negras. O disco tem os ensinamentos e as doutrinas do candomblé como tema recorrente em quase todas as faixas. Em Tem luz na cauda da flecha, um reggae rasgado que conta com a participação de Luiz Caldas (?!), ouvimos "... Eu sou a flecha de Oxossi, que voa e não cai, dá voltas no mundo meu pai...", e isso é só um exemplo. Mas não fique achando que por ter influências da religião afro nas letras, o disco é basicamente percussivo. Muito pelo contrário! O disco tem uma base instrumental maravilhosa e passeia por viagens sonoras pelos quatro cantos do mundo. Nele encontramos influências musicais na América latina, Leste europeu, Ásia, Jamaica, África e é claro, no nosso Brasil. Além de Luiz Caldas, o disco conta com as participações vocais de Zeca Baleiro, Evandro Mesquita, Xis e Curumim, tudo isso pra incrementar a salada mista musical proposta pelo paulistano multiartístico. Vale à pena destacar o naipe de sopros da banda de apoio de André, infelizmente minha ignorância e péssima apuração não permitem que eu divulgue o nome dos caras, mas é monstruoso. Aprecie sem moderação e reflita: "... o mundo de dentro da gente é maior do que o mundo de fora da gente..."

Ficha técnica:

Disco: Mafaro
Ano: 2010
De quem é: André Abujamra
De onde é: São Paulo - Brasil

01 - Origem
02 - Imaginação
03 - Lexotan
04 - A pedra tem vida
05 - Uma a uma
06 - O amor é difícil
07 - Tem luz na cauda da flecha
08 - Logun Edé
09 - Daumloudaram
10 - Abuxiscuruma
11 - Duvião
12 - Mafaro

Link para download:
http://www.4shared.com/file/a-wwLVF1/Andre_Abujamra_-_Mafaro__2010_.html

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eclip-se:// Tatubala - Cabeça de rabo de camarão


Vou aproveitar esse espaço pra divulgar o trabalho de dois camaradas ao mesmo tempo. Paulinho de Castro e sua banda Tatubala, que está há tanto tempo na estrada que até já dividiu palco com a finada Dom Seqüela, banda que eu tive no auge de meus dezesseis aninhos. E Felipe Cataldo, poeta, louco e um ótimo diretor com suas ideias mirabolantes. Os dois gênios de minha geração, entre outros, uniram forças para conceber o vídeo clipe da música Cabeça de rabo de camarão da banda já citada. Lembro-me que Paulinho ganhou prêmio de melhor instrumentista no festival da Escola de Música Villa-Lobos defendendo essa canção, difícil vai ser lembrar o ano, mas chuto 2003.
O clipe é muito bom! Descontraído, característica dos dois personagens aqui citados, um bom roteiro e uma qualidade bem interessante. Vale a pena citar também a ótima fotografia de Igor Cabral, por mais redundante que isso seja, e a direção de arte de Bia Pimenta, Lydiane Fátima e Priscila Piantanida. Confira pelo mesmo youtube, cujo link vou colocar aqui embaixo, outros trabalhos dessas feras aqui citadas. Paulinho e sua banda têm ótimas músicas como o clássico Chá das Cinco, e Cataldo dirigiu ótimos filmes como Cascadura e Trago a pessoa amada em três dias.

Link do vídeo clipe no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=OBoMfv4N8D8

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Audicto:// Gilberto Gil (1968)


Esse não é qualquer disco do Gil, é um disco de Gilberto de Gil que conta simplesmente com OS Mutantes como banda de apoio. Além disso, é tido como pontapé inicial para o movimento da Tropicália. O disco começa com um Frevo Rasgado, e quando você ouvir vai pensar: Esse cara tá viajando, não tem nada de Os Mutantes aí... Paciência pessoa, que a partir da segunda faixa você entra numa das melhores obras já lançada em território brasileiro. Esse disco tem todas as carcterísticas da Tropicália. Muita mistura com a música regional brasileira, o Brasil como tema principal, e principalmente, a inserção de guitarras elétricas numa música que não é rock. Em Marginália II, por exemplo, Gil canta: "... minha terra tem palmeiras onde sopra o vento forte... yes nós temos bananas até pra dar e vender..." O disco também contém o clássico Domingo no parque, "... ê José... ê João...", que se transformou numa das maiores injustiças dos festivais da canção da década de 60, por não levar o prêmio em 1967, mesmo ano que Alegria alegria de Caetano também não levou. Nessa ocasião, Gil já contava com Os Mutantes fazendo base para sua bela voz. Com letras sensacionais e uma base instrumental maravilhosa, esse disco te faz redescobrir o Brasil, na companhia de um dos artistas mais completos da história da música brasileira. Aprecie sem moderação e concorde que "... o jornal de manhã chega cedo, mas não trás o que eu quero ler..."

Ficha técnica:

Disco: Gilberto Gil
Ano: 1968
De quem é: Gilberto Gil
De onde é: Salvador - Bahia - Brasil

01 - Frevo rasgado
02 - Coragem pra suportar
03 - Domingou
04 - Marginália II
05 - Pega a voga
06 - Ele falava nisso todo dia
07 - Procissão
08 - Luzia Luluza
09 - Pé de roseira
10 - Domingo no parque
11 - Barca grande
12 - A coisa mais linda que existe
13 - Questão de ordem
14 - A luta contra a lata

Link para download:
http://www.4shared.com/file/1Ac5nICF/Gilberto_Gil_-_1968.html

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Audicto:// Se o caso é chorar (1972)



Esse é o terceiro disco da carreira do artista mais renegado da Tropicália. Se o caso é chorar, é uma das grandes obras de Tom Zé. O disco na verdade foi lançado em 1972 homônimo ao artista e relançado em 1984 com o nome postado aqui. Sem o apelo do grande público da época, hoje, Tom Zé é mundialmente renomado e tem finalmente reconhecida sua real importância na música popular brasileira. O disco é harmonicamente complexo, tem letras sensacionais, além de ser muito moderno pra época. Em A Babá, por exemplo, o cantor nascido em Irará no interior da Bahia já questiona de maneira visionária: "...quem é que agora está passando dinamite na cebeça do século?" Mal sabia ele que as notícias que bombardeariam o início do século XXI, seriam relacionadas a atentados terroristas orientais no ocidente. Algumas canções desse disco como O sândalo, seriam auto plagiadas no ótimo Com defeito de fabricação de 1998, disco que fez com que Tom Zé passasse a ter uma visibilidade maior em nosso país. Será que assim como eu ao ouvir Se o caso é chorar, você notará umas das maiores fontes de inspiração de Raul Seixas? Aprecie sem moderação e "...faça suas orações uma vez por dia, depois mande a consciência junto com os lençóis pra lavanderia..."

Ficha Técnica:

Disco: Se o caso é chorar
Ano: 1972
De quem é: Tom Zé
De onde é: Irará - Bahia - Brasil

01 - Happy end
02 - Frevo
03 - A Babá
04 - Menina amanhã de manhã
05 - Dor e dor
06 - Senhor cidadão
07 - A briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel
08 - O anfitrião
09 - O abacaxi de Irará
10 - O sândalo
11 - Se o caso é chorar
12 - Sonho colorido de um pintor

Link para download:
http://www.4shared.com/file/vIUfsoZG/Tom_Z_-_1972_-_Se_o_caso__chor.html

terça-feira, 13 de abril de 2010

Audicto:// Tim Maia (1970)


Por mais obscuro que tenha sido na época, percebo que a minha geração conhece e gosta mais de Tim Maia pela fase Racional. Mas na minha humilde opinião, o mestre é muito mais do que "Leia o livro". Por isso, resolvi postar alguns discos de Tim aqui no blog. E vou começar pelo princípio. Tim Maia, primeiro disco do mestre tijucano de 1970. Nesse disco, o carismático gorducho, no auge de sua potência vocal, apresenta ao Brasil toda sua influência na música negra norte americana. O disco é bem mesclado entre músicas dançantes como Jurema e Cristina e baladas românticas como os clássicos Primavera e Azul da cor do mar. Além de iniciar com o forró-soul Coroné Antônio Bento, no estilo que consagraria Tim Maia pela fusão altamente original, jamais ousada por uma mente musical comum. Se deseja mais informações sobre o disco ou sobre Tim, leia Vale tudo de Nelson Mota, vale muito a pena. Aprecie sem moderação, e perceba que "...na vida a gente tem que entender, que um nasce pra sofrer, enquanto o outro ri..." Depois é só soltar "Risos, risos, risos pra festejar..."

Ficha técnica:

Disco: Tim Maia
Ano: 1970
De quem é: Tim Maia
De onde é: Rio de Janeiro - Brasil

01 - Coroné Antônio Bento
02 - Cristina
03 - Jurema
04 - Padre Cícero
05 - Flamengo
06 - Você fingiu
07 - Eu amo você
08 - Primavera
09 - Risos
10 - Azul da cor do mar
11 - Cristina (reprise)
12 - Tributo a Booker Pitman

Link para download:
http://www.4shared.com/file/-V9oR1hx/Tim_Maia__1970_.html

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Audicto:// Eu menti pra você (2010)


Finalmente vou postar aqui no blog um disco de fato lançado nesse ano de 2010. E o eleito é esse: Eu menti pra você, primeiro disco solo da cantora Karina Buhr, mais conhecida como a voz principal do grupo feminino Comadre Fulozinha e como cantora de apoio dos discos da banda Eddie. Mas o disco está longe do classicismo regional e percussivo das Comadres, pelo contrário, o disco é bem moderno. Nas faixas, Avião aeroporto, O pé e Telekphonen, por exemplo, notamos essa modernidade que lembra bastante o grupo franco inglês Stereolab. O disco encerra com a ótima Plástico bolha, um reggae/ska delicioso onde a cantora baiana, criada em Pernambuco e radicada em São Paulo confessa: "Hoje eu não tô afim de corre-corre e confusão, eu quero passar a tarde estourando plástico bolha...". A falta de qualidade vocal da cantora é compensada por belas linhas melódicas e harmônicas e por ótimas letras. E Karina ainda está muito bem acompanhada por músicos como Edgard Scandurra (ex-Ira!) e Catatau (Cidadão Instigado), por exemplo. Aprecie sem moderação e questione-se: "Se você tiver que escolher entre você e seu amor, você escolhe quem?"

Ficha Técnica

Disco: Eu menti pra você
Ano: 2010
De quem é: Karina Buhr
De onde é: Olinda/São Paulo - Brasil
Lembra: Stereolab, Céu, Mombojó...

01 - Eu menti pra você
02 - Vira pó
03 - Avião aeroporto
04 - Nassira e Najaf
05 - O pé
06 - Ciranda do incentivo
07 - Telekphonen
08 - Mira ira
09 - Soldat
10 - Esperança cansa
11 - Solo de água fervente
12 - Bem vindas
13 - Plástico bolha

Link para download:

http://www.4shared.com/file/256781475/7cc86540/Karina_Buhr_-_Eu_menti_pra_voc.html

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Poeticagem:// Poesia Cênica - Roteiros (in) versos

Hoje faz um mês que eu coloquei meu blog no ar. E há exatamente quatro anos atrás, eu folheava com muito entusiasmo a primeira tiragem do meu livreto de poemas. Poesia cênica - Roteiros (in)versos. Essa primeira edição foi produzida, não só em forma material, mas também financeiramente por meu antigo companheiro de Cataversos (grupo de performance poética do qual eu fazia parte) Alex Topini. Na época, e durante todo ano de 2006, era desse livreto que eu vivia. Vendia principalmente na porta do CCBB e em eventos relacionados a arte, como por exemplo a FLIP, que proporcionou um dos melhores momentos de minha vida, além do maior lucro em cima dos livretos feitos na base da xerox em papel reciclado. Dos poemas contidos no livreto, dois viraram letra de música da Transversal (minha banda). Aquela velha história sobre não saber quem sou, virou a visceral Pisando em ratos, e Previsão tornou-se a canção Mais um dia. Além do poema Onipresença que virou base para o curta mudo e preto e branco que dirigi, No vale da sombra da morte espero a ajuda de Deus. Pra comemorar vou postar aqui um dos nove poemas que compunham o livreto:

Trava-língua

O rei roeu o rabo do rato
preso por desacato
a falta de autoridade
que impera no reino.

O rato farto do descaso
imposto no decreto
por falta de escolha
entregou-se ao acaso.

E na espera do próximo ato
o rato descrente
na falta de aviso
enlouquece de fato.

O rei roeu o rabo do rato.


segunda-feira, 29 de março de 2010

Audicto:// Alegria, alegria!!! (1967)


Demorei semanas pra achar esse disco com download gratuito, portanto exercerei meu dever cívico e vou colocar aqui no blog pra todo mundo baixar de graça. Alegria, alegria!!! de Wilson Simonal. Primeiro volume de uma série de três com o mesmo nome. O disco foi lançado em 1967, época em que Wilson Siomonal disputava com Roberto Carlos a soberania popular musical, e também apresentava na TV o programa Show em Si...Monal, dirigido por Carlos Imperial. Com bastante irreverência e muito suingue, o disco tem um ambiente fantástico. Praticamente todas as faixas começam com risadas ou aplausos num clima bem caseiro. Letras bem simples e muito bem interpretadas pelo cantor. E tudo isso na ótima companhia do Som 3, banda de apoio formada por César Camargo Mariano, Sabá e Toninho, que criaram o estilo na época conhecido como pilantragem. Aprecie sem moderação, vista azul e perceba que "...O coração tem razões, que a própria razão desconhece..."

Ficha técnica:

Disco: Alegria, alegria!!
Ano: 1967
De quem é: Wilson Simonal
De onde é: Rio de Janeiro - Brasil

01 - Escravos de Jó
02 - Agora é cinza
03 - Vesti azul
04 - Aos pés da santa cruz
05 - Belinha
06 - Pra que?
07 - Nem vem que não tem
08 - Fim de semana em Paquetá
09 - Para Pedro
10 - Está chegando a hora
11 - Remelexo
12 - Discussão

link para download:

http://www.4shared.com/file/252084506/75d62c93/Wilson Simonal_-_1967_-_Alegri.htm

quinta-feira, 25 de março de 2010

Audicto:// É ferro na boneca (1970)


Numa dessas buscas frenéticas na internet por algo novo pra ouvir, achei essa pérola: É ferro na boneca, compacto (que hoje chamam de EP e já chamaram de demo) dos Novos Bahianos, que antecede o álbum Acabou Chorare. Nessa época, Pepeu Gomes e A Cor do Som ainda não faziam parte do conjunto, Morais Moreira ainda não ostentava seu indefectível bigodinho, e Baby ainda não era do Brasil. E quando começamos a ouvir o disco, nem mesmo parece os Novos Bahianos que estamos acostumados a ouvir. A faixa título que abre o compacto e a segunda faixa, Eu de adjetivos, mas parecem Os Mutantes com Moreira nos vocais. Percebemos também que o grupo bebe bastante na fonte de Sgt. Pepers dos Beatles, e nas faixas seguintes notamos um que de Raul Seixas. As letras de Luiz Galvão, as vozes marcantes de Morais Moreira e Paulinho Boca de Cantor, e as breves participações vocais de Baby, nos fazem crer que se trata mesmo dos Novos Bahianos. Vale apena conferir o disquinho de cinco faixas para conhecermos o pontapé inicial da banda, mas se você não conhece Novos Bahianos, ouça também o já citado Acabou Chorare e Novos Bahianos Futebol Clube. Aprecie sem moderação e descubra que "...não é uma estrada, é uma viagem / tão viva quanto a morte, não tem sul, nem norte, nem passagem..."

Ficha Técnica:

Disco: É ferro na boneca
Ano: 1970
De quem é: Novos Bahianos
De onde são: Salvador/Rio de Janeiro - Brasil
Lembra: Os Mutantes, Beatles, Raul Seixas e Novos Bahianos mesmo...

01 - É ferro na boneca
02 - Eu de adjetivos
03 - Outro mambo, outro mundo
04 - Colégio de aplicação
05 - A casca de banana que eu pisei

Link para download:

http://www.4shared.com/file/249146988/39a5d0b3/1970_-__ferro_na_boneca.html